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a odisseia
domingo: 21 de junho

Há uma frase do escritor Mitch Albom, em As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu, que diz: "A vida tem que acabar. O amor não."
Talvez seja por isso que sentimos tanta falta de quem se vai cedo demais. Porque o que existiu entre nós e essa pessoa não desaparece, mas continua vivo nas histórias que contamos, nos sorrisos que lembramos, nos hábitos que herdamos sem perceber e nas pequenas coisas do dia a dia que, de repente, ganham um significado diferente.
Hoje, a newsletter chega com o coração mais apertado do que de costume. Um dos nossos amigos de trabalho aqui no the news nos deixou. Nos deixou, mas também deixou seu legado de sorriso, alegria, positividade e leveza.
Se você também está passando por uma perda, recente ou não, espero que encontre algum conforto nessa ideia. Há despedidas que a vida impõe. Mas há amor que o tempo não leva.
Descanse em paz, JV.
BIG STORY
"A jornada é a sua própria recompensa."

(Imagem: Reprodução)
Há quase três mil anos, alguém contou uma história tão poderosa que sobreviveu a impérios, idiomas e gerações. Chamamos esse alguém de Homero, embora ninguém saiba ao certo quem ele foi — e se foi realmente uma pessoa.
O que sabemos é que sua voz, real ou coletiva, ecoa até hoje nas páginas de uma das obras mais importantes da literatura: A Odisseia.
A história começa após a Guerra de Troia. Enquanto os heróis celebram a vitória, um deles ainda precisa encontrar o caminho de casa. Odisseu parte em direção a Ítaca, mas o mar tem outros planos.
Entre monstros, tempestades, deuses caprichosos e ilhas encantadas, sua viagem se transforma em uma jornada de dez anos.
Em Ítaca, sua esposa Penélope o espera. Sozinha à frente de um reino, cercada por mais de cem pretendentes que desejam seu trono e sua cama, ela resiste ano após ano sem nenhuma garantia de que o marido ainda esteja vivo — e muito menos de que Odisseu vá voltar.
Apesar dos monstros, dos deuses e das batalhas, A Odisseia sobreviveu por tanto tempo porque fala de algo que, três mil anos depois, continua existindo: a espera.
E, milênios depois, essa história encontrou outro homem disposto a persegui-la por décadas
Sir Christopher Nolan queria adaptar Homero desde os anos 2000, quando esteve em negociações para dirigir Troia — projeto que nunca se concretizou.
Mas ele guardou consigo uma imagem: um Cavalo de Troia afundando na água, meio submerso, parecendo menos um monumento e mais um erro abandonado pelos deuses.

(Imagem: Divulgação)
Essa cena atravessou Gotham, o espaço sideral e Los Alamos junto com o diretor… e, em menos de um mês, finalmente poderá ser exibida em milhares de telonas pelo mundo.
O que nunca havia sido feito era uma adaptação cinematográfica de A Odisseia com toda a escala de uma superprodução de Hollywood. Nolan descreveu à revista TIME essa ausência como uma das lacunas mais curiosas da história do cinema.
Um épico que é, no fundo, uma história de amor
Por trás dos efeitos práticos, das filmagens em seis países e do orçamento de US$ 250 milhões — o maior da carreira de Nolan — existe algo muito mais simples sustentando tudo: um casamento.
Anne Hathaway, que interpreta Penélope, contou que ela e Matt Damon (Odisseu) construíram seus personagens a partir de algo pessoal: a sorte de terem encontrado, cada um, alguém que consideram a pessoa certa.
Foi essa compreensão que guiou a relação entre Penélope e Odisseu e, consequentemente, o desenrolar de todo o filme.
Para Damon, a cena mais importante não foi filmada na Islândia nem nas praias do Marrocos, onde o vento jogava areia nos olhos do elenco inteiro, mas em Los Angeles.
Antes das grandes locações, dos desafios técnicos, do espetáculo, foram as cenas entre ele e Hathaway que estabeleceram a base emocional de tudo o que viria depois.
O amor que espera
Hathaway também percebeu algo a que muitas versões da história costumam não dar importância: Penélope é muito mais do que paciente; ela é poderosa.

(Imagem: Divulgação)
A atriz descreve sua personagem como alguém cheia de força contida. Não é a imagem tradicional da mulher que espera em silêncio, mas alguém com a mesma complexidade, inteligência e intensidade de Odisseu.
Uma mulher que governa, resiste e continua acreditando.
E por que essa história nunca envelhece?
Ela fala sobre o que fazemos quando amamos alguém que está longe, sobre como seguimos vivendo sem saber se a pessoa volta e sobre quem nos tornamos enquanto esperamos.
Mas fala também sobre o retorno. Sobre a estranheza de voltar para casa depois de muito tempo e descobrir que o mundo mudou, que as pessoas mudaram e que você também já não é exatamente quem era quando partiu.
Esse é o ponto que faz com que a história não envelheça. Por trás dos monstros, dos deuses e das aventuras, Homero escreveu algo duradouro: uma história sobre saudade, esperança e pertencimento.

(Imagem: Divulgação)
Porque toda grande jornada é, no fundo, uma tentativa de voltar para casa. E toda grande história de amor exige um pouco daquilo que sustentou Penélope durante vinte anos: a coragem de continuar acreditando, mesmo quando não existe garantia de que alguém voltará.
A Odisseia estreia nos cinemas brasileiros em 16 de julho de 2026. Quer sentir um gostinho do que está por vir? Clique aqui para assistir ao último trailer.
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🕰️ O que fica de nós? A arte esquecida de criar relíquias de família.
BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL
Quarto 2108

(Imagem: Pinterest)
Guilherme já tinha trabalhado em uma empresa anteriormente. Quando voltou este ano, havia algo novo por lá: Maria.
Ele precisava resolver uma demanda que envolvia o setor dela e nem sabia ainda quem ela era. Só sabia que chegaria em breve.
Quando ela chegou, sentiu aquele frio na barriga que a gente tenta racionalizar. "Deve ser coisa da minha cabeça." Mas não era.
Nos dias em que Maria aparecia na empresa, Guilherme se pegava mais animado. Os encontros eram rápidos, limitados ao necessário do trabalho, mas suficientes para que ele começasse a suspeitar de que talvez aquilo fosse recíproco.
Mandou mensagem no Instagram, mas não teve resposta. No dia seguinte, brincou:
— Nossa, nem me respondeu.
Maria ficou sem graça. Naquela mesma noite, respondeu. Dali em diante, não pararam mais de conversar — às vezes, madrugadas inteiras.
Guilherme, que nunca abria mão das suas oito horas de sono, passou a dormir tarde. Descobriram gostos em comum que pareciam improváveis: os dois amavam filmes de romance, odiavam dormir acompanhados e eram fãs de Luan Santana.
Foi numa dessas conversas que Maria confessou:
— Acho que arrumamos um problema.
Ela queria dizer que tantas coincidências não podiam significar coisa boa. Guilherme riu, mas, no fundo, sabia que ela tinha razão.
Maria fazia uma hora de carro até a faculdade. E foi entre o trânsito e as mensagens trocadas nesse percurso que os dois realmente se conheceram.
Trabalhavam na mesma empresa e preferiram manter tudo em silêncio por enquanto. Oito anos de diferença. Setores diferentes. Muitas pessoas curiosas. Não era hora de chamar atenção.
Marcaram um café. O encontro durou horas. Falaram sobre trabalho, expectativas, medos, sonhos e sobre tudo aquilo que normalmente demora meses para aparecer.
Na despedida, o beijo foi inevitável. Ficaram três horas dentro do carro sem vontade de ir embora e combinaram de se ver novamente.
O encontro seria num hotel. O quarto era o 2108.
O plano era simples: passar a tarde juntos e voltar para casa, mas o tempo começou a funcionar de outro jeito. Quando perceberam, a noite tinha chegado. A diária já estava paga. Por que não ficar?
Maria queria; Guilherme também. A tarde que deveria terminar à noite durou até segunda-feira de manhã.
Naquele fim de semana, Maria apresentou a Guilherme a comida árabe que ele nunca tinha experimentado. Ele descobriu uma pasta de dente de sabor diferente e decidiu que era a melhor do mundo.
Os dois, que sempre disseram odiar dormir abraçados, descobriram que quase não conseguiam dormir separados.
No fim de semana seguinte, voltaram ao quarto 2108, dessa vez levando vários sabores de pasta de dente para experimentar juntos, como se aquilo fosse uma brincadeira séria.
Guilherme diz que, ao lado de Maria, consegue ser exatamente quem é. Fala dos sentimentos que normalmente esconderia e das inseguranças que raramente compartilha.
Ela, mais quieta, carismática sem perceber o tamanho do próprio brilho, tem o talento raro de fazer as pessoas se sentirem em casa.
Ainda existem obstáculos. Ainda há coisas que precisam se ajustar antes que possam viver essa história sem esconder, sem horários contados e sem despedidas no elevador do hotel.
Guilherme não sabe quanto tempo isso vai levar. Só sabe que, desde o quarto 2108, nenhum lugar parece tão confortável quanto a ideia de finalmente poder chamar Maria de casa.
Ficou curioso para conhecer Guilherme e Maria? Eles já apareceram no nosso Instagram! 💌
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"Ame-me, alimente-me, nunca me abandone”
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EXTRA
“Não te amo como se fosses uma rosa de sal, um topázio
ou uma flecha de cravos que propagam fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.
Amo-te como a planta que não desabrocha, mas carrega
em si a luz dessas flores, oculta,
e graças ao teu amor o aroma intenso que brota
da terra vive, ainda que tenuemente, em meu corpo.
Amo-te sem saber como, nem quando, nem de onde,
amo-te diretamente, sem problemas nem orgulho:
amo-te assim porque não sei amar de outra forma,
a não ser desta maneira em que nem eu nem tu existimos,
tão perto que a tua mão no meu peito é minha,
tão perto que os teus olhos se fecham com os meus sonhos.
— Pablo Neruda
EM CARTAZ
Nos cinemas ou no conforto do seu sofá

(Imagem: Divulgação)
A guerra civil mais sangrenta de Westeros está oficialmente de volta com a estreia da 3ª temporada de House of the Dragon, que chega hoje à HBO. Dois anos após o desfecho tenso da temporada anterior, o conflito entre o Conselho Negro de Rhaenyra Targaryen e o Conselho Verde, liderado pelos usurpadores de Porto Real, atinge seu ponto de não retorno.
A nova leva de episódios promete levar a Dança dos Dragões aos seus palcos mais brutais e grandiosos, colocando frentes de batalha massivas no mar e no céu para redefinir o destino dos Sete Reinos.
Confira os principais lançamentos da semana:
Supergirl — 23 de junho, nos cinemas
Uma Infância Alemã — 25 de junho, nos cinemas
Apenas Coisas Boas — 25 de junho, nos cinemas
O Urso" (The Bear) — 25 de junho, no Disney+
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FINAL NOTES
A próxima pode ser a sua 💌
Gostou da história que leu? A próxima pode ser a sua. Conte pra gente aquela história de amor que só você sabe e tem dentro de si. Afinal, todo mundo tem a sua.
Envie para: [email protected]
Queremos compartilhar, pelo menos um pouquinho, desse sentimento que você tem aí dentro. Você nunca sabe o que ele pode provocar nas pessoas…
RODAPÉ
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até domingo que vem!
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