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Ano Novo Chinês
domingo: 22 de fevereiro

Passar pelos portões de Éfeso, na Turquia, é atravessar um rasgo no tempo, onde o mármore polido ainda ecoa os passos de Alexandre, o Grande, e Cleópatra.
Dez vezes maior que a Disneylândia, a metrópole greco-romana já operava sob a lógica do marketing e da cultura de massa, com ruas iluminadas à noite, um teatro para 25 mil pessoas e até anúncios publicitários gravados no chão para guiar os marinheiros ao prazer e ao consumo.
THE BIG PICTURE
O ano do Cavalo de Fogo
Se você sentiu um aumento súbito na voltagem do mundo esta semana, não foi impressão sua. No dia 17 de fevereiro, demos as boas-vindas ao Ano Novo Chinês sob a regência do Cavalo de Fogo.
O evento é um "cometa halley" astrológico: essa combinação específica só dá as caras a cada 60 anos.

(Imagem: Ying Tang | NurPhoto via Getty Images)
O Cavalo já é, por natureza, o símbolo máximo de independência, velocidade e progresso na cultura oriental. Ele representa a energia yang — aquela força ativa, dinâmica e geradora de vida que não aceita ficar parada.
Quando galopa junto ao elemento Fogo, a intensidade dobra e o ritmo das coisas acelera.
Diferente de 2025 — o ano da Serpente de Madeira — que pediu cautela e reflexão, 2026 exige ação imediata. O Cavalo de Fogo é o sinal verde para quem tem projetos engavetados e ambições grandes demais para o papel. É um ciclo de "tudo ou nada", em que a resistência física e mental será testada ao limite.
Na China e nas comunidades globais, as celebrações se estendem até o dia 3 de março com o Festival das Lanternas. As ruas viraram um mar de vermelho e dourado, cores que em 2026 ganham um significado extra de proteção.
O fogo é o elemento da transformação, mas também da volatilidade, exigindo foco total no comando.

(Imagem: Sun Zhongzhe | VCG via Getty Images)
O provérbio da vez — "quando o cavalo chega, o sucesso chega" — representa uma máxima que move o mercado asiático agora.
Mas não se engane com a facilidade: o Cavalo de Fogo é um animal veloz que detesta ser domado ou contido por regras. Empreendedores e criativos devem se preparar para um ano de mudanças rápidas e rupturas.
Historicamente, os anos regidos por essa combinação — conhecidos como Bing-Wu — costumam sacudir as estruturas sociais. O último, em 1966, foi o estopim de revoluções culturais e grandes tensões políticas ao redor do globo.
Nas redes sociais, influenciadores como Priscila Jinn ajudam a traduzir as superstições milenares para a geração Z.
As buscas por "o que não fazer no ano novo chinês" explodiram, com dicas que vão desde evitar o uso de tesouras a não lavar o cabelo.
O objetivo é único: não "limpar" ou "cortar" a sorte que acaba de chegar. A limpeza da casa, no entanto, deve ser feita com rigor absoluto antes do início das festividades do calendário lunar.

(Imagem: iStock | Divulgação)
Para os fashionistas e designers, tons de laranja, vermelho vibrante e dourado são as apostas obrigatórias de 2026. Essas cores não são apenas estéticas, mas ferramentas de conexão com o elemento regente para atrair prosperidade.
Apesar da euforia, os especialistas em sinologia fazem um alerta importante: a impulsividade é o maior inimigo agora. O fogo aquece e ilumina, mas se não houver estratégia, ele consome tudo o que encontra pelo caminho.
O segredo para vencer em 2026 é saber quando acelerar e quando segurar as rédeas.
GIRO CULT
APRESENTADO POR LITTLE BEAN
Você já foi chamada pra um date em um café?
[ ] Sim
[ ] Não
Ser chamada pra um primeiro date em café é sinônimo de "quero te conhecer de verdade".
É só pensar: é o date mais honesto que existe, sem álcool pra tirar a timidez ou deixar a outra pessoa mais “interessante”. Por isso funciona como teste de compatibilidade real. Se for ruim, dura 40 minutos.
Se for bom, vira 3 horas sem você nem perceber e pedir outro é sinônimo de dizer “fica mais um pouco”.
Pode ser constrangedor, pode ser leve e cheio de risadas ou forçado demais. Pode virar história engraçada pras amigas ou se tornar um namoro de anos.
Café é o um lugar onde duas pessoas são elas mesmas.
O Little Bean, café oficial do the news, é muito a favor de dates em cafeterias. Inclusive, ele pode ser tópico do seu próximo encontro: "Li no the news cult que date em café é teste de compatibilidade..." 💌 Conheça esse café especial aqui.
BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL
A alquimia do criptônio

(Imagem: Pinterest)
Dizem que o destino, quando quer ser irônico, escolhe lugares com nomes óbvios. Para Olimpio, tudo começou há 34 anos, na boate Kripton.
Na tabela periódica, o criptônio (Kr) é o elemento que dá vida às lâmpadas fluorescentes; na vida real, foi o elemento responsável por acender uma luz ainda desconhecida para ele.
Situada — veja só — no Jardim dos Namorados, em Salvador, a balada foi o cenário de uma colisão inevitável. Foi ali que ele colidiu com Leila, um "trocinho lindo", uma menina de rosto angelical, olhos pequenos e meio puxados, com espírito inquieto, que acabara de cruzar o portal da vida adulta.
Havia um abismo de convenções entre eles. Ele, um servidor público já moldado pelas responsabilidades; ela, acabada de sair da adolescência, prestes a desbravar a universidade.
Havia também o peso da amizade, pois ela era a irmã mais nova de um de seus melhores amigos.
Ele tentou evitar, recuou diante da lógica, mas, como escreveu Guimarães Rosa: “o real não está no início nem no fim, ele se mostra pra gente é no meio da travessia”.
A travessia dele, no caso, foi um beijo que mudou a direção de tudo.
Aquele encontro não foi apenas uma paixão de verão. Mais do que isso, Leilinha tornou-se sua artesã particular.
Em uma metáfora que mistura química e poesia, ele admite que era uma pedra bruta de carbono. Ela, com a paciência que só o amor ensina, lapidou o que era possível, transformando o homem bruto em grafite — pois sabia que, para quem ama, a escrita da vida é mais valiosa que a dureza do diamante.
Viveram o amor em capítulos de saudade. Cinco anos de namoro à distância, cruzando as estradas da Bahia entre a capital e o interior. Uma prova de resistência que mostrou que, quando o coração está cheio, a distância é apenas um detalhe geográfico.
O tempo, esse outro grande escultor, trouxe duas filhas, dádivas que ele guarda na memória só com momentos bons.
Para ele, a tristeza não encontra lugar no arquivo dessa história; o amor por Leila funciona como um filtro que só deixa passar o que é luz.
Hoje, as filhas partiram para seus próprios voos, e a casa voltou a ter o silêncio de décadas atrás. O ninho está vazio, mas o coração, paradoxalmente, transborda.
Eles voltaram a ser apenas dois, mas são agora dois que carregam a densidade de mil vidas vividas em união. Uma felicidade que nunca é igual, que se transforma a cada café e a cada plano traçado para o futuro.
Ele escreve porque sabe: sem ela, a vida até teria roteiro, mas não teria graça alguma.
Sob as luzes de um criptônio particular, ele encontrou a química que nenhum laboratório consegue explicar.
Ficou curioso para conhecer Olimpio e Leila? Eles já apareceram no nosso Instagram.
EDITOR’S PICK
Dicas da nossa equipe
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EM CARTAZ
Nos cinemas ou no conforto do seu sofá

(Imagem: IndieWire | Jessica Miglio | Paramount Pictures)
A grande expectativa semana é o retorno da final girl Sidney Prescott aos cinemas neste 26 de fevereiro em Pânico 7. Sob a direção de Kevin Williamson — que escreveu os roteiros de Pânico 1, 2 e 4 — o novo filme promete um embate definitivo (será?) contra Ghostface.
Confira os principais lançamentos da semana:
Paraíso (Paradise), 2ª temporada — 23 de fevereiro, no Disney+
A História do Som — 26 de fevereiro, nos cinemas
Bridgerton, 4ª temporada (Parte 2) — 26 de fevereiro, na Netflix
A Miss — 26 de fevereiro, nos cinemas
Sirãt — 26 de fevereiro, nos cinemas
Hanami — 26 de fevereiro, nos cinemas
E você, assistiu a qual dos lançamentos que mencionamos na última edição? |
RODAPÉ
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FINAL NOTES
A próxima pode ser a sua 💌
Gostou da história que leu? A próxima pode ser a sua. Conte pra gente aquela história de amor que só você sabe e tem dentro de si. Afinal, todo mundo tem a sua.
Envie para: [email protected]
Queremos compartilhar, pelo menos um pouquinho, desse sentimento que você tem aí dentro. Você nunca sabe o que ele pode provocar nas pessoas…
RODAPÉ
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até domingo que vem!
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