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artistas e suas eras
domingo: 16 de agosto

Poppy é expansiva, inquieta e movida pelo desejo de explorar o mundo. Alex é reservado, metódico e encontra conforto na rotina. Os dois não poderiam ser mais diferentes — e são melhores amigos desde a faculdade.
Todo ano, sem falta, fazem uma viagem juntos. Essas férias viraram o alicerce da amizade. Até que sentimentos mal resolvidos começam a emergir e um deslize coloca tudo em risco.
De Férias com Você, adaptação do best-seller de Emily Henry, é o tipo de filme que você começa e, quando percebe, já está com o coração quentinho, sorrindo sozinho no sofá.
BIG STORY"
“A era das eras”

(Pinterest)
Em outubro de 2022, Taylor Swift anunciou uma turnê diferente de tudo que havia feito antes. Não seria sobre um álbum novo. Seria sobre todos eles.
Cada noite teria mais de três horas de show divididas em atos: um por era, um por álbum, um por versão de si mesma.
A The Eras Tour se tornou a turnê de maior bilheteria da história, ultrapassou os US$ 2 bilhões em arrecadação e transformou cada cidade por onde passou.
Mas deixou também um legado menos óbvio… Depois dela, todo mundo passou a ter uma era.
Mas o que é uma era?
No vocabulário pop, uma era é quase uma versão de quem você é.

(Imagem: Pinterest)
A ideia, claro, nasceu muito antes do TikTok aprender a chamá-la assim.
David Bowie passou pela Terra como Ziggy Stardust, Aladdin Sane e o Duque Branco. Madonna fez da reinvenção uma assinatura. Michael Jackson deixou de ser o menino do Jackson 5 para construir, álbum após álbum, a figura do rei do pop.
O que mudou foi a velocidade e a consciência com que isso é feito.
Durante muito tempo, uma turnê seguia uma lógica bastante simples: álbum novo, músicas novas, show novo.
O presente ocupava o palco. O passado ficava no catálogo.
A The Eras Tour virou essa lógica do avesso.
Taylor percebeu que ninguém queria apenas ouvir o que ela tinha acabado de lançar. Os fãs queriam voltar para Fearless. Gritar as músicas de 1989. Entrar novamente na floresta de folklore.

(Imagem: Pinterest)
Porque ouvir uma música antiga nunca é só ouvir uma música antiga.
É lembrar de quem você era quando ela tocava.
Do quarto onde você escutou aquele álbum pela primeira vez. Da pessoa para quem mandou aquela letra. Da viagem em que uma música ficou presa no repeat. Da versão de você que existia naquele momento e que, de alguma maneira, ainda aparece quando os primeiros acordes começam.
Foi aí que a ideia de era ficou muito maior do que uma estratégia de lançamento.
Depois, a linguagem se espalhou…
The Weeknd passou a falar de Hurry Up Tomorrow como o encerramento de um ciclo de sua própria trajetória.
Beyoncé transformou Renaissance em um universo inteiro de referências, imagens e códigos.
No Brasil, artistas como Anitta e Ludmilla também constroem seus lançamentos como capítulos cada vez mais definidos de suas carreiras.
E a expressão escapou da música.
Estamos na single era. Na running era. Na blonde era. Na era em que moramos sozinhos. Houve aquela em que saíamos todo fim de semana. Na que jurávamos que uma determinada pessoa seria o amor da nossa vida.

(Imagem: Pinterest)
Começamos a organizar nossas próprias histórias da mesma maneira.
Porque, pensando bem, sempre fizemos isso.
Falamos sobre "a época da faculdade", "quando eu morava naquela cidade", "antes de conhecer fulano", "depois daquele término".
A diferença é que agora demos um nome pop para isso.
Mas todas as versões continuam aqui!
A The Eras Tour não colocou milhões de pessoas em estádios apenas porque Taylor Swift organizou seus álbuns por cores e figurinos. Funcionou porque, quando ela revisitou cada versão de si mesma, milhões de pessoas puderam revisitar as próprias.
No palco, passavam Fearless, Red, 1989, folklore.
Na plateia, passavam primeiros amores, términos, mudanças de cidade, amizades que ficaram pelo caminho e versões de nós mesmos que já não existem da mesma forma.
É isso que existe de bonito em pensar a vida em eras.
Uma termina. Outra começa.
E nenhuma delas desaparece completamente.
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BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL
Espera só pra ver

(Imagem: Pinterest)
Ana Luísa não gostava quando alguém gostava dela.
Pelo menos não quando o sentimento não era recíproco. Nessas situações, ela mesma admite: podia ser insuportável.
Talvez por isso, quando descobriu que Sena estava apaixonado por ela, sua primeira reação tenha sido ficar emburrada.
Mas essa história tinha começado alguns anos antes.
Ana nasceu e cresceu em Floraí, uma pequena cidade no interior do Paraná, próxima a Maringá. Aos 17 anos, logo depois de terminar o ensino médio, deixou a cidade onde havia passado a vida inteira e se mudou para Curitiba.
Era Natal de 2018. Cidade nova, vida nova, pessoas novas.
No ano seguinte, começou a frequentar uma igreja e conheceu Júlia, que rapidamente se tornou uma de suas melhores amigas. Foi por meio daquele grupo de jovens que, em algum momento, viu Sena pela primeira vez.
Ele entrou na sala usando uma camisa social preta, o cabelo um pouco comprido e uma expressão que, na avaliação dela, era definitivamente de marrento.
Ana não sentiu frio na barriga. Não ouviu música tocar. Não teve nenhuma revelação sobre o amor da sua vida. Na verdade, não pensou absolutamente nada, só guardou uma informação: Sena.
Esse era o sobrenome dele. No entanto, Ana demorou tanto tempo para começar a chamá-lo de Vinicius que, até hoje, às vezes esquece que esse é seu primeiro nome.
Com o tempo, os dois passaram a conviver no mesmo grupo. Eram muito diferentes e, estranhamente, muito parecidos. Tornaram-se amigos sem imaginar que, pelo menos para um deles, aquilo não demoraria muito a deixar de ser suficiente.
Em 2020, Sena se apaixonou.
Em vez de contar diretamente para Ana, resolveu espalhar a informação para algumas pessoas cuidadosamente escolhidas. O plano era simples: em algum momento, alguém contaria para ela.
Funcionou. Ana descobriu. E ficou emburrada.
Não queria estragar a amizade, não sentia o mesmo e torcia para que aquela paixão simplesmente passasse. Depois de algum tempo, começou a fingir que não sabia de nada. Sena também não tocava no assunto.
Assim, os dois conviveram por meses com um enorme elefante rosa no meio da amizade.
Até que, em 2021, Sena decidiu falar sobre ele.
Disse a Ana o que sentia. Sabia que não era recíproco e, ainda assim, queria que ela ouvisse aquilo dele, cara a cara.
Ana tinha imaginado aquela conversa algumas vezes e sempre torcido para que ela nunca acontecesse. Só não esperava que a sinceridade dele mudasse alguma coisa dentro dela.
Começou a enxergá-lo de outro jeito. E, algum tempo depois, durante um acampamento de Carnaval, foi Ana quem tomou a iniciativa.
Sentada em uma rede, conversando com os amigos, ela olhou para Sena à sua frente e, quase sem perceber, o beijou.
Júlia, que acompanhava a história desde o começo, vibrou.
Ana, por outro lado, tratou rapidamente de estabelecer os limites daquela história.
— Vai ser só dessa vez. Não quero um relacionamento sério, ok?
Sena não parecia muito preocupado.
— Ana, eu vou te conquistar. Espera só pra ver.
Ela riu.
E ele começou a cumprir a promessa.
Sena entrou no mundo cor-de-rosa de Ana, cheio de livros, músicas, doces, séries e filmes. Chegou até a assistir Orgulho e Preconceito e Adoráveis Mulheres com ela — e, para a realização pessoal de Ana, gostou dos dois, apesar de normalmente se recusar a assistir a filmes feitos antes dos anos 2000.
E Ana entrou no universo dele também.
Descobriu o tamanho da paixão de Sena por O Senhor dos Anéis, tecnologia e vôlei. Aprendeu a acompanhar os hiperfocos que fazem com que, de repente, ele comece uma conversa absolutamente séria sobre física, química ou política.
As famílias se misturaram. Os amigos também. E aquela relação que Ana tinha tanta certeza de que não queria foi se tornando exatamente o amor que ela sempre desejou viver.
Em 10 de abril, completaram quatro anos de namoro. Em 3 de julho, um ano de noivado. Agora existe outra data esperando pelos dois. 6 de setembro.
Daqui a poucas semanas, Ana vai caminhar até o altar para se casar com o primeiro namorado, o primeiro homem que amou e, antes de tudo isso, seu melhor amigo.
Quatro anos depois, talvez ela precise admitir uma coisa.
Sena avisou.
— Eu vou te conquistar. Espera só pra ver.
Ficou curioso para conhecer Ana Luísa e Sena? Eles já apareceram no nosso Instagram! 💌
EXTRA
“Eu gostaria de te observar dormindo,
o que pode não acontecer.
Eu gostaria de te observar
dormindo. Eu gostaria de dormir
com você, para entrar
em seu sono [...]
Eu gostaria de seguir
você pela longa escadaria
novamente e me tornar
o barco que te levaria de volta
cuidadosamente, uma chama
entre duas mãos em concha [...]
Eu gostaria de ser o ar
que te habita por um instante
apenas. Eu gostaria de passar despercebida.
E isso é necessário.”
— Margaret Atwood
EM CARTAZ
Nos cinemas ou no conforto do seu sofá

(Imagem: Divulgação)
Imagine um mundo em que sexo antes do casamento é proibido — com exceção de uma única noite por ano.
Essa é a premissa de Apenas uma Noite, nova comédia romântica estrelada por Monica Barbaro e Callum Turner, que acompanha dois desconhecidos tentando aproveitar as 12 horas de liberdade até perceberem que talvez estejam procurando um pelo outro.
Dirigido por Will Gluck, de Todos Menos Você, o filme também traz Maya Hawke e Molly Ringwald no elenco. A produção chegou aos cinemas americanos em 7 de agosto, misturando a fórmula clássica das rom-coms com uma boa dose de caos contemporâneo.
Confira os principais lançamentos da semana:
Amigas Sem Filtro — 20 de agosto, nos cinemas
Mirrors No. 3 — 20 de agosto, nos cinemas
Refém Por Um Fio — 20 de agosto, nos cinemas
Outer Banks (5 temporada) — 20 de agosto, na Netflix
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RODAPÉ
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