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especial de oscar
domingo: 15 de março

Na navegação antiga, os marinheiros usavam o Código Aldis: lâmpadas com persianas que abriam e fechavam rapidamente para enviar mensagens em código Morse.
Era uma conversa feita de frestas: no meio do silêncio do oceano, quem estava de fora via apenas um piscar intermitente, mas quem conhecia o código recebia uma sentença completa.
Codificar tornou-se a maior estratégia de sobrevivência da comunicação. Afinal, as mensagens mais resistentes nem sempre são as que gritam ao sol, mas as que aprendem a brilhar no exato intervalo entre o silêncio e a necessidade de ser visto.

THE BIG PICTURE
“O cinema não é para entreter, é para fazer sonhar.”

(Imagem: Vogue Espanha)
Há uma frase famosa de Louis B. Mayer, o lendário chefão da Metro-Goldwyn-Mayer Studios, que resume a fundação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas:
“Descobri que a melhor maneira de lidar com cineastas era cobri-los de medalhas. Se eu lhes desse troféus e prêmios, eles se matariam de trabalhar para produzir o que eu queria.”
O Oscar, que atualmente movimenta cerca de US$ 50 milhões por cerimônia, nasceu em 16 de maio de 1929 sob um pretexto bem menos glamouroso.
No jantar de gala do Hollywood Roosevelt Hotel, a intenção era política: evitar que artistas se sindicalizassem, tratando-os como "premiados" em vez de trabalhadores.
A primeira entrega durou apenas 15 minutos, e os vencedores já eram conhecidos há três meses.

(Imagem: Academy of Motion Picture Arts and Sciences)
Mas, ao longo de quase um século…
O Oscar deixou de ser uma ferramenta de controle para tornar-se palco de gestos inesquecíveis. Alguns momentos definiram não apenas o cinema, mas a cultura:
1940: Hattie McDaniel tornou-se a primeira pessoa negra a vencer um Oscar por... E o Vento Levou. Apesar da glória, a segregação a obrigou a sentar-se em uma mesa separada, ao fundo do mesmo salão que a homenageava.
1973: Marlon Brando recusou o prêmio por O Poderoso Chefão, enviando a ativista Sacheen Littlefeather para protestar contra o tratamento dado aos nativos americanos pela indústria.
2006: O azarão Crash: No Limite desbancou o favorito O Segredo de Brokeback Mountain na vitória mais contestada da história.
2017: Em uma das maiores gafes dos últimos anos, La La Land foi anunciado como Melhor Filme em vez de Moonlight. Nem o roteiro mais caro de Hollywood está livre de falhas humanas.

(Imagem: Foto: Lucy Nicholson/Reuters)
Corta para 2026… 🎞️
Os olhos do mundo se voltam para o Dolby Theatre neste domingo, 15 de março, para a 98ª edição do prêmio.
E, para nós brasileiros, o coração bate em um ritmo diferente: em 2024, nosso cinema voltou firme à cerimônia com Ainda Estou Aqui. Este ano, não apenas retornou, mas está ditando o tom da festa.
Indicado ao prêmio de Melhor Ator por O Agente Secreto, Wagner Moura tornou-se o rosto mais curtido nas redes oficiais da Academia, ultrapassando 150 mil curtidas e gerando uma onda de entusiasmo que não víamos há décadas.

(Imagem: Cibelle Levi/Reprodução)
Somado a isso, o longa de Kleber Mendonça Filho é a grande novidade da temporada, concorrendo em quatro categorias essenciais: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e a estreia histórica da categoria de Melhor Elenco.
O fotógrafo Adolpho Veloso, indicado por Sonhos de Trem, integra um trio que comprova que a técnica brasileira atingiu o auge da excelência global.
Entre favoritos como Hamnet, Uma Batalha Após a Outra e Pecadores, o Oscar 2026 parece ser o ano em que a Academia finalmente olha para o Sul com a atenção que sempre merecemos.
Embora cerca de 50 produções disputem estatuetas, poucas carregam o peso simbólico do que o Brasil representa neste domingo.
E para você, das cinco indicações, quantos Oscars o Brasil levará neste domingo? |
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BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL
A oportunidade é a gente que faz

(Imagem: Pinterest)
Alguns amores não começam com uma revelação dramática, mas com uma simples pergunta, daquelas que parecem pequenas, mas carregam dentro de si o poder de mudar um destino…
Foi assim com Amanda e Edimeia.
As duas já circulavam pelo mesmo universo da igreja, compartilhando espaços e conhecidos. Ainda assim, por muito tempo, foram apenas presenças paralelas na vida uma da outra.
Até que, em um evento, Edimeia atravessou o salão e perguntou diretamente:
— Por que você nunca falou comigo?
Amanda respondeu com a justificativa mais comum entre desconhecidos educados: nunca havia surgido oportunidade.
Edimeia sorriu e lhe disse:
— A oportunidade é a gente que faz.
E realmente fez.
O afeto foi crescendo naquela zona delicada em que o coração já reconhece algo antes que o mundo ao redor permita nomeá-lo. Vieram os treinos, as conversas que se estendiam além do necessário e as visitas entre casas.
Mas o amor, infelizmente, não veio sozinho: veio acompanhado do peso do contexto religioso, dos julgamentos e da dificuldade de existir fora das expectativas alheias.
Foram seis anos de silêncio. Seis anos em que o amor precisou caber em gestos discretos, códigos invisíveis e momentos em que a coragem ainda amadurecia.
Como dizia Vinicius de Moraes: "que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure."
A virada aconteceu quando decidiram comprar um apartamento e morar juntas. Mais do que dividir um endereço, escolheram viver de forma inteira.
Edimeia é educadora física, aventureira e crossfiteira — do tipo que enfrenta o mundo com movimento.
Amanda é publicitária e habita outro ritmo: plantas, fotografia, filmes... Um pouco nerd, um pouco medrosa e profundamente sensível às pequenas coisas.
Não eram iguais; eram complementos.
Entre elas, a vida se constrói em rituais simples: trilhas improvisadas, viagens sempre que possível e uma paixão compartilhada pelos filmes da Marvel. Todo domingo, Amanda lê em voz alta as histórias da nossa newsletter para Edimeia.
Talvez o amor também seja isso: alguém que lê para você enquanto o mundo desacelera.
Ainda existem olhares de julgamento ao redor, mas Amanda e Edimeia aprenderam algo essencial: o amor não pede autorização para existir; ele apenas encontra um jeito.
E o jeito delas começou com uma pergunta simples e a coragem de transformar oportunidade em destino.
Ficou curioso para conhecer Amanda e Edimeia? Elas já apareceram no nosso Instagram!
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EM CARTAZ
Nos cinemas ou no conforto do seu sofá

(Imagem: Divulgação)
O grande destaque da próxima semana é o retorno do agora vencedor do Oscar Cillian Murphy para o aguardadíssimo Peaky Blinders: O Homem Imortal, que chega à Netflix em 20 de março.
O filme promete encerrar com chave de ouro a saga de Thomas Shelby, transportando a atmosfera densa e as estratégias implacáveis da família criminosa de Birmingham para um desfecho épico. Este é, sem sombra de dúvida, um dos eventos televisivos mais esperados do ano.
Confira os principais lançamentos da semana:
Emergência Radioativa — 18 de março, na Netflix
A Primeira Vez (4ª e última temporada) — 18 de março, na Netflix
Mulheres Imperfeitas — 18 de março, na Apple TV+
Crepúsculo (Relançamento) — 19 de março, nos cinemas
A Mensageira — 19 de março, nos cinemas
Narciso — 19 de março, nos cinemas
E você, assistiu a qual dos lançamentos que mencionamos na última edição? |
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FINAL NOTES
A próxima pode ser a sua 💌
Gostou da história que leu? A próxima pode ser a sua. Conte pra gente aquela história de amor que só você sabe e tem dentro de si. Afinal, todo mundo tem a sua.
Envie para: [email protected]
Queremos compartilhar, pelo menos um pouquinho, desse sentimento que você tem aí dentro. Você nunca sabe o que ele pode provocar nas pessoas…
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até domingo que vem!
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