nova paixão nacional

domingo: 19 de abril

Em plena era do Tinder e das mensagens instantâneas, ainda guardamos cartas de amor? A socióloga Michelle Janning se fez essa pergunta e passou anos pesquisando o que as pessoas fazem com suas correspondências românticas, sejam elas digitais ou em papel.

O que ela descobriu surpreende: o formato importa menos do que o valor que atribuímos a ele. Guardar uma carta, seja num envelope ou numa pasta do celular, é sempre um ato de dizer que aquilo merece durar.

E você, já guardou ou tem guardada alguma carta de amor?

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PESQUISA DO TIME

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As coisas mudaram, e a gente sabe. Enquanto uns demonstram satisfação, outros nem tanto.

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THE BIG PICTURE

O cinema é o modo divino de contar a vida

(Imagem: Divulgação/Vitrine Filmes )

Se 2024 foi o ano em que o Brasil chorou junto com Ainda Estou Aqui, em 2026 foi quando o mundo parou para nos assistir.

A dobradinha histórica no Oscar e o fenômeno de O Agente Secreto fizeram algo que décadas de exportação cultural não tinham conseguido: começaram a aposentar o velho estereótipo do “exotismo tropical”.

O cinema brasileiro deixou de ser uma curiosidade de festival, virou espelho e, pela primeira vez em muito tempo, o mundo se reconheceu nele.

O que temos que Hollywood perdeu?

O cinema nacional sempre soube transformar a vida em linguagem.

(Imagem: Reprodução)

De O Cangaceiro (1953) à Palma de Ouro de O Pagador de Promessas (1962), nossa tradição nunca esteve na grandiosidade técnica, mas na capacidade de observar o ser humano com uma intimidade que o cinema industrial, cada vez mais formulaico, parece ter desaprendido.

Não se trata de filmar a miséria ou a violência — isso o mundo inteiro já faz. Trata-se de capturar o que escapa: o afeto no caos, o humor na tragédia e a beleza no improviso.

É um tipo de sensibilidade que não se ensina em roteiro; ela nasce do lugar.

O novo centro de gravidade do audiovisual brasileiro tem sotaque

A descentralização do eixo Rio–São Paulo revelou o Nordeste não como exceção, mas como motor criativo.

Um movimento sustentado por festivais, políticas públicas e, principalmente, pela expansão dos cursos de cinema nas últimas duas décadas.

(Imagem: Divulgação)

De trajetórias não lineares — jornalistas, arquitetos, autodidatas — surgiu uma geração que aprendeu a fazer cinema fora da lógica dos grandes estúdios. E, justamente por isso, construiu uma linguagem própria.

O impacto dessa “nova era” já ultrapassa as salas escuras

O Brasil começa a entrar no mapa do set-jetting — o turismo guiado pelo desejo de visitar cenários vistos na tela. Para muitos estrangeiros, conhecer o Brasil hoje é atravessar a fronteira entre ficção e realidade.

A arte abriu o que a propaganda nunca conseguiu: um desejo real de estar aqui.

A verdade é que o cinema brasileiro nunca foi apenas cinema. É memória, disputa de narrativa e forma de existir no mundo. É o jeito que encontramos de organizar o caos e devolver sentido à experiência de viver.

(Imagem: Divulgação)

Num momento em que tudo parece cada vez mais artificial, talvez seja justamente isso que nos coloca em evidência: a capacidade de ainda contar histórias que parecem verdadeiras.

E que, por isso mesmo, atravessam fronteiras.

GIRO CULT

📖 Única representante da América Latina, brasileira está entre os seis finalistas do International Booker, um dos prêmios literários mais prestigiosos do mundo.

💍 Novo filme do universo de O Senhor dos Anéis tem elenco revelado com Jamie Dornan como Aragorn — e o retorno de dois queridinhos da 1ª trilogia.

📮 Um convite para abandonarmos a passividade do destino e assumirmos a responsabilidade pela manutenção dos nossos afetos.

BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL

Cartas para um amor que ficou

(Imagem: Pinterest)

Larissa tinha 16 anos e uma certeza: não queria namorar cedo.

Queria estudar, conquistar sua independência, descobrir quem era antes de dividir a vida com alguém. Era firme nas suas decisões — do jeito que só quem ainda não sabe do que o amor é capaz consegue ser.

Eis que veio o Antonio. Ele não chegou com estardalhaço. Chegou devagar.

Desde o início, havia uma delicadeza entre os dois que resistiu ao tempo: as cartas. Não mensagens, não áudios — cartas. Escritas à mão, dobradas, guardadas.

Larissa tem uma caixa onde guarda todas elas até hoje: palavras de uma fase que já passou, com sonhos que mudaram e medos que cresceram e encolheram, e a mesma vontade de continuar costurando tudo por dentro.

  • O que ela não sabia é que Antonio também guardava as dele, e quando finalmente juntaram as escovas de dente, descobriu que ele tinha a própria caixa.

Dois arquivos paralelos de uma história que nunca parou de se escrever — e que, felizmente, ainda não parou.

No meio disso tudo, veio a faculdade, a pós-graduação, o mestrado, o doutorado, os intercâmbios e as cidades diferentes.

Ele sempre trouxe a calma de quem entende a importância da estabilidade. Ela sempre carregou o impulso de quem precisa se mover para se sentir viva.

  • Opostos que, com o tempo, foram trocando pedaços um do outro: ele aprendeu a arriscar; ela aprendeu a ficar.

Em março, completaram sete anos de casamento — e vinte e um juntos. Larissa diz que o fio invisível que sustenta tudo é simples: o medo sempre aparece, mas seguem mesmo assim.

Seu sankalpa, como chama quem pratica yoga, sempre foi viver bem e aproveitar todos os dias. Não esperar pelos grandes marcos, porque eles são poucos.

O que constrói uma história são os momentos comuns, as conversas sem pressa e as decisões silenciosas de permanecer.

Em 2026, um novo capítulo começa: o sexto membro da família chega — e serão três humanos e três gatos dividindo a mesma casa em Santa Catarina.

Mas, no fundo, quase nada mudou. As caixas continuam lá e, de vez em quando, alguém ainda escreve.  

Ficou curioso para conhecer a Larissa e o Antonio? Eles já apareceram no nosso Instagram!

EDITOR’S PICK

Dicas da nossa equipe

(Imagem: Amazon)

No thriller satírico Impostora, R.F. Kuang narra a ascensão meteórica de June Hayward, uma escritora branca que rouba o manuscrito de sua amiga prodígio, Athena Liu, após sua morte trágica.

A obra mergulha nas vísceras do mercado editorial, expondo como apropriação cultural, racismo e a sede por cancelamentos transformam a literatura em um campo de batalha ético e digital.

(Imagem: Divulgação)

Em Austenland, acompanhamos Jane Hayes, uma mulher na casa dos 30 anos cuja vida amorosa é paralisada por uma obsessão: o Sr. Darcy, de Jane Austen.

Decidida a mudar sua sorte, ela gasta suas economias em um resort temático no Reino Unido, onde mergulha em uma imersão regencial para descobrir se o homem dos seus sonhos pode, finalmente, cruzar a fronteira da ficção.

EM CARTAZ

Nos cinemas ou no conforto do seu sofá

(Imagem: Divulgação)

O grande destaque da próxima semana é a estreia de Michael, que chega aos cinemas em 23 de abril. O longa mergulha na trajetória do Rei do Pop, acompanhando sua jornada desde a descoberta do talento precoce até se tornar o artista visionário que moldou o entretenimento moderno.

Confira os principais lançamentos da semana:

  • Papagaios — 23 de abril, nos cinemas

  • Stranger Things: Histórias de 85 — 23 de abril, na Netflix

  • Suspiria (Relançamento) — 23 de abril, nos cinemas

  • A Vida de Chuck — 23 de abril, no Prime Video

  • Pela Metade — 24 de abril, na HBO Max

  • Cangaço Novo (2ª temporada) — 24 de abril, no Prime Video

E você, assistiu a qual dos lançamentos que mencionamos na última edição?

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FINAL NOTES

A próxima pode ser a sua 💌

Gostou da história que leu? A próxima pode ser a sua. Conte pra gente aquela história de amor que só você sabe e tem dentro de si. Afinal, todo mundo tem a sua.

Envie para: [email protected]

Queremos compartilhar, pelo menos um pouquinho, desse sentimento que você tem aí dentro. Você nunca sabe o que ele pode provocar nas pessoas…

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